Fotografar… leve a sério.

Essa semana me deparei com uma discussão muito pertinente sobre fotografia. Vamos para analisar um pouco ela? Antes de mais nada, vou ilustrar o cenário, com dados aqui de Maceió: imaginem vocês, que vão ao Jaraguá, ou ao centro para fotografar, digamos, o palácio do governo. vocês são entusiastas da fotografia, mas não são profissionais, e têm uma câmera daquelas pros (DSLRs). Eis que, ao sacar a câmera e ajustá-la, chega um policial – ou segurança do palácio – e proíbe de bater a foto. Veja bem, você está no meio da rua, querendo tirar foto de um prédio público. Esse era o cerne da discussão, que tinha como chamada essa imagem abaixo. As leis são claras, se estamos numa rua, e quisermos fotografar um prédio, temos esse direito e ponto. É discutível a questão da venda da imagem, mas não é discutível o direito de fotografar um prédio, um monumento etc. Mas o problema é que as leis têm interpretações.

Na prática, tudo que é objeto e está na rua pode ser fotografado. Pessoas já são um outro assunto. Edifícios públicos podem ser fotografados internamente mas a imagem não pode ser comercializada ou ser utilizada como fundo em campanha publicitária. Por isso se solicita uma autorização onde consta sua responsabilidade sobre a imagem captada. Mas as interpretações das leis – por alguns entendidos no direito, pode gerar dúvidas. Por exemplo, entre num hospital público e diga que tem direito de fotografar. Ou numa delegacia. Não tem nada explícito no código. E mais: existe uma confusão – por conta da penumbra legislativa – sobre o que é “bem público de uso comum”, que inclui logradouros e praças, com “bem público de uso especial”, que é outra categoria completamente diferente de objeto. Não é permitido fotografar as obras de Portinari dentro da igreja da Pampulha em BH, por exemplo. Um indivíduo, fotógrafo amador ou profissional, tem o direito, segundo nossa constituição, de exercer sua liberdade artística em qualquer local, independente de licença.

Óbvio, a lei determina o que é propriedade particular e delimita o direito que existe por sobre elas. Imagens com pessoas é um assunto bem a parte, mas em regras gerais – e internacionais – grupos maiores que 5 pessoas é considerado uma manifestação ou evento público, desde que estejam num local igualmente público. Pode mandar bala na fotografia. Andei lendo sobre o assunto em fóruns e discussões de direito em fotografia. O que está escrito na lei é suficientemente claro, coisas que não estejam escritas em código legislativo, não existem. Nosso país não adota jurisprudência anterior como forma de atuação de nossos tribunais, portanto, se não está escrito que não possa fotografar em determinado lugar, então é por que é permitido. As situações são específicas, cada caso terá sua problemática e sua lógica, mas a lei é clara o suficiente para entendermos que o ato fotográfico dispensa autorização, considerando que não esteja causando tumulto ou atrapalhando nada, ou invadindo privacidade. No Brasil, se há direitos autorais envolvidos (como fotografar ou filmar uma escultura de propriedade privada), é preciso verificar com os responsáveis, obter autorização etc, isso tudo é normal. Agora, qualquer rua, sem destaque a nada, é livre, assim como parques, praças, praias. E aí fica o debate.

O que pode de fato? A lei é bem clara, o que complica são as interpretações dela. Pra se ter uma idéia, em museus de todo o mundo – incluindo o famoso Louvre – podem ser tiradas fotografias, desde que não se use flash. Uma questão de preservação da obra contra a degradação que a luz causa. Pra quem deseja se aprofundar, a lei está na íntegra neste link:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9610.htm

Fotógrafos, saibam dos seus direitos. E lutem por eles.

Texto publicado no espalhai.com

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#DUBLADOsemopçãoNÃO!

Campanha da Sociedade dos Blogs de Séries em prol do direito de escolha pelo assinante de TV por assinatura no Brasil.

Questão de Escolha

Quando você compra ou aluga um DVD ou Blu-ray, é possível escolher se vai assistir ao conteúdo com áudio original e legendas ou dublado em português. É um recurso simples, democrático, acessível e independente da preferência pessoal do espectador. Infelizmente, o mesmo não ocorre na TV por assinatura brasileira. Desde 2007, diversos canais fechados passaram a investir em conteúdo dublado (ignorando a parcela de assinantes com deficiência auditiva, diga-se), sobrepondo-o em cima do original legendado, muitas vezes da noite para o dia e sem conferir a opção de escolha. Poucos hoje oferecem legendas e a tendência por oferecer o áudio dublado por padrão hoje é dominante. Pautados em pesquisas de mercado como esta do Instituto DataFolha, que indicam a preferência pela dublagem por uma relativa maioria (afinal, pouquíssimos são consultados), canais de TV investem na imposição da dublagem de atrações que costumavam ser exibidas com áudio original e legendas. Você, consumidor, foi consultado pela sua operadora sobre essas mudanças?

Questão Técnica

Assim como ocorre no exemplo do DVD ou Blu-ray, a maioria das operadoras de TV por assinatura estão tecnicamente preparadas para oferecer todas as opções para o assinante, seja para aquele que prefere assistir filmes e séries com áudio original e legendas, ou para os que preferem dublado. “Tecnicamente disponibilizamos isso para todos, basta o programador mandar. Se os canais nos mandam a legenda e dois áudios, estamos prontos para oferecer as opções em 100% dos canais”, declarou o gerente de marketing da NET, Alessando Maluf, em entrevista ao Jornal do Comércio. Isso tanto é verdade que canais dos grupos Tele Cine e HBO, por exemplo, já disponibilizam todas as faixas para seus assinantes, que precisa apenas selecioná-los no controle remoto. Mas por que esse, então, não é o padrão?

Questão Financeira

Nem todos os canais estão dispostos a incorrer nos custos necessários para a implantação desta tecnologia. Alexandre Annenberg, presidente-executivo da ABTA disse que “isso envolve custos adicionais que não são triviais, pois passa a ocupar faixas diferentes da capacidade de transmissão. Se você simultaneamente estiver transmitindo dois filmes, um dublado e um legendado, ocupa um espaço que tem um custo, obviamente”. Ele ainda complementa que “Na medida em que a TV por assinatura recentemente começou a receber uma marcha significativa de assinantes de classe C, percebemos que isso passou a ser uma exigência dessa classe que se sente, digamos assim, mais confortável com programação dublada. A partir daí, para atender a esse contingente expressivo, nós passamos a investir também na dublagem de filmes e séries”. Vergonhoso com o assinante e com o consumidor.

É curioso notar, contudo, que de acordo com dados da Anatel, a TV por assinatura no Brasil teve um crescimento estrondoso, de mais de 30%, com uma base superior a 12 milhões de assinaturas. Ora, tamanho crescimento reflete diretamente no faturamento de canais e empresas, razão pela qual o argumento “falta dinheiro” é absolutamente refutável. Falta interesse e, principalmente, respeito com você assinante que paga caro para ter um produto incompleto e discriminatório. Por isso, a Sociedade dos Blogs de Séries inicia aqui o movimento “DUBLADO SEM OPÇÃO, NÃO!”, pelo nosso direito de escolha de áudio original e legendas ou dublagem na TV paga.

O Que Fazer?

Nesta campanha, organizamos uma Petição Pública para ser assinada por todos aqueles que querem ter a prerrogativa de escolha na hora de assistir TV. As assinaturas serão coletadas pelos organizadores do movimento, impressas e encaminhadas anexadas a ofícios impressos dirigidos às principais operadoras de TV, aos canais infratores e à ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura, que representa o lobby dos principais canais.

Mas você também pode se fazer ouvir. Abaixo estão listados todos os canais de filmes e séries que não disponibilizam a opção ao seu assinante, bem como seus principais meios de comunicação em redes sociais para fazermos barulho! Mandem mensagens no Facebook,twittem e exijam que a opção de áudio seja disponibilizada a todos! Siga também os perfis dos blogs parceiros, que organizarão manifestações online à favor do direito de escolha! Nós não vamos cansar até modificar este panorama! Ajude, compartilhe a petição e faça-se ouvir!

Canais de Séries Infratores

FXFacebook | Twitter

- Exibe quase toda a programação dublada, sem opção de áudio original e legendas.

A&EFacebook | Twitter

- Exibe quase toda a programação dublada, sem opção de áudio original e legendas.

FOXFacebook | Twitter

- Exibe apenas algumas atrações com opção de escolha de áudio e legendas; a maioria da programação é dublada, com opção apenas de SAP.

AXNFacebook | Twitter

- Exibe séries apenas dubladas em alguns horários e planeja a estreia de novas séries dubladas ao longo de 2012, sem opção de escolha de áudio original e legendas; Maior parte do conteúdo é legendado por padrão, ainda.

SonyFacebook | Twitter

- Exibe séries apenas dubladas em alguns horários e planeja a estreia de novas séries dubladas ao longo de 2012, sem opção de escolha de áudio original e legendas; Maior parte do conteúdo é legendado por padrão, ainda.

SonySpinFacebook | Twitter

- Exibe séries apenas dubladas em alguns horários e planeja a estreia de novas séries dubladas ao longo de 2012, sem opção de escolha de áudio original e legendas; Maior parte do conteúdo é legendado por padrão, ainda.

LIVFacebook | Twitter

- Exibe algumas séries dubladas, apenas com opção de SAP, bem como algumas atrações legendadas por padrão.

Canais de Filmes Infratores

TNTFacebook | Twitter

- Exibe filmes dublados e opção de áudio apenas em SAP, sem legendas.

SpaceFacebook | Twitter

- Exibe filmes dublados e opção de áudio apenas em SAP, sem legendas.

MGMContato

- Exibe filmes dublados e opção de áudio apenas em SAP, sem legendas.

TCMFacebook | Twitter

- Exibe filmes e séries dublados, sem opção de SAP em vários casos e sem legendas.

HBO2Facebook | Twitter

- Exibe filmes e séries somente dublados.

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Faço minhas as palavras do Michel Arouca, do Série Maníacos. Não sou contra a dublagem, mas contra a falta de opção. Se você concorda, pare de tuitar citações da Clarice Lispector por um instante e espalhe a hashtag #DubladoSemOpçãoNão! E, claro, assinem e compartilhem a petição.

Texto: Bruno Carvalho (Ligado em Série)

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Impossível torcer assim…

http://sportv.globo.com/platb/entre-as-canetas/2012/02/03/nem-tudo-esta-errado-com-patricia/

Um texto absurdo. R10 é diferente e pode tudo?! Meu querido, aprenda sobre futebol e gestão antes de falar merda, ok? Todo mundo que se preze, incluindo diretores de empresas, sabe o poder de uma hierarquia. E um jogador só, por mais dinheiro que traga não ganha título. Basta 25% do grupo estar insatisfeito e pronto, fudeu com o time.

Segundo, a Patrícia Amorim está mais preocupada em ser vereadora do que presidente do FLA, e sua gestão está se provando um desastre. Luxa é maloqueiro, duas-caras, mas se futebol for resultado – e é – porque demitiu o cara? O ambiente estava pesado. OK. Veja o motivo pelo qual ele estava pesado. Tem-se um jogador que ganha UM milhão e 250 mil por mês, que falta treino adoidado, desrespeita os colegas burlando regras de concentração, vive farrando e a diretoria passa a mão na testa dele… E a culpa é do treinador que tá batendo de frente com a diretoria? Máqueporraéessa?!

A segunda coisa mais absurda que li hoje foi uma frase do tal artilheiro fodão. ”É disso que o Flamengo precisa: de um estádio sempre cheio. Para o clube ganhar renda e ter como arcar com os seus compromissos, para sempre os jogadores ficarem motivados.” Sinceramente meu querido, seu salário é mérito seu, verdade absoluta. Mas como profissional, deve seguir as regras da empresa que te contratou. Tá infeliz? O salário atrasou? Pede pra sair de vez, ou cobra de modo oficial – e internamente. Pra quê ficar com joguinho? Seja homem, seu corno.

Por isso, dentre outros motivos sou fã de uma medida de gestão do São Paulo Futebol Clube: teto salarial. é R$300 mil e quem reclamar nem entra. Nada mais justo. E pronto. Joga quem realmente quer.Ô diretoria sebosa essa. Fazer o que fizeram com o Zico e o Júnior, reclamar de ética – ou da falta dela – do Fluminense e depois fazer a mesma coisa… Só tem mafioso nessa bosta. Aí, sai o vice de futebol e entra outro – penso que vai melhorar – e leio isso de manhã: “Paulo César Coutinho se diz pronto para o desafio, nega momento conturbado e diz que principal missão é resgatar a alegria do clube no dia a dia.” Nega momento conturbado?! Não tem crise? E porque, seu imbecil, precisa recuperar a alegria do dia a dia? Nem ligo pra um escroto desse.

Voltando a nosso craque, pivô da crise, na sexta-feira à tarde, ele faltou ao treino, com a alegação de que fora vítima de conjuntivite. Poucas horas depois, tava no pagode. Ah velho era de noite e tals. Beleza… No outro dia, depois que caiu o Luxa, tava de gracinha e sorridente no treino. Conjuntivite? Onde? Sabe o que o MÉDICO do clube falou? “Ele deve ter colocado um colírio e melhorou” Tá de onda né? Devo fazer uma outra observação aqui. Adriano, o mesmo que hoje se encontra no Curíntxia, quando jogou na Gávea era do mesmo jeito. Ah, não muda. Bastou duas faltinhas com desculpas esfarrapadas em sampa e olhaí o que o clube falou… Quer jogar não? Tá a gente te demite. Rapidinho se via ele correndo feito um doido, pedindo desculpa pra galera que treina com ele e panz. Porque não faz isso no Urubu? Porque lá os dirigentes são burros ou tão marginais quanto os boleiros. Veja que faço a distinção entre jogador e boleiro. Só conheço um cara em todo o futebol brasileiro que foi os dois com maestria: Romário. E os tempos eram outros.

Mas vamos lá, não vou reclamar se o cara toma uma, quer ir ao pagodão e tal. O que ele faz no tempo livre dele pouco me importa. Vou me ater a uma reclamação: respeite o time e a torcida. Não faça deboche nem invente desculpa esfarrapada, seu velhaco. Treine e jogue como profissional que você é.

Ao Luxa, apesar dos pesares, meu respeito. Farrou com os caras na hora de farrar, e na hora de ser profissa tentou ser. E ficou o recado, marketando e tudo o mais:

“Meu eterno agradecimento

Meu eterno agradecimento a todos aqueles verdadeiros torcedores rubro-negros, que nas horas difíceis me deram apoio e incentivo e que também souberam compartilhar e desfrutar das alegrias. Sinto que saio com a missão cumprida e agradeço mais uma vez a oportunidade que tive em dirigir o clube do coração e representar esta imensa nação. Aos que não gostam do meu trabalho, a minha compreensão e respeito. Aos meus desafetos declarados, o meu desprezo. Até um dia”.

À diretoria deixo meu recado, de torcedor: O clube não são vocês quem mandam. É a torcida. Sem ela vocês não tem porra nenhuma. Olhem para seus rivais. Tirem os bons exemplos deles. Vejam o que o Vasco está construindo – bato palmas pro Dinamite – observem a filosofia do Corinthians, a gestão do São Paulo, a paixão do Santa Cruz. Olhem pro time de base e construam-no melhor que o titular. Eles são pratas da casa, jogam pelo clube e não pelo patrocínio. Ou por 1,25 milhão. Aos pseudo jogadores, reservo o pior que um torcedor pode fazer – meu silêncio. Porque gol deles não comemoro mais.

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Eu sei…

Galera eu sei que o tempo tá curto e que to desleixado com vocês, mas essa semana tem post, eu prometo.

Enquanto isso, peguei do treta.

Redes Sociais, parte 2: Facebook

Image representing Mark Zuckerberg as depicted...

Image via CrunchBase

Alguém ainda duvida que o processo de orkutização  - termo já velho, para os padrões da internet – de algumas redes sociais, incluindo o Facebook, já está em vias de conclusão? Se já não bastavam as mensagens coloridíssimas do tipo “essa pessoa aqui…” e as milhares de mensagens inteligentes e sensíveis de Caio F. Abreu, ou a sabedoria de Clarisse Lispector,  agora somos presenteados com correntinhas e pesquisas do tipo quem curte isso compartilhe, quem não gosta, curte. Duh. Se eu não gosto, porque iria curtir? Mas não estou aqui pra reclamar. Não neste post.

Isso foi causado pelo mesmo mal que o Orkut foi acometido, como comentei no texto passado, a parte um da série. Popularidade. Mas o facebook tem algo de diferente. e aqui vamos nós, saber um pouco mais dessa rede social.

Originalmente chamado Thefacebook, a rede social foi fundada por estudantes de Harvard – principalmente por Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin. Esse blábláblá todo vocês viram no filme né? De Harvard, no espaço de dois meses o Facebook foi  expandido ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), à Universidade de Boston, ao Boston College e a todas as escolas Ivy League. Um ano depois mais universidades foram sendo adicionadas, pessoas com e-mails de faculdades foram convidadas até chegarmos aos 500 milhões de hoje, a maior rede social do mundo.

Uma análise mais minuciosa de quem usa o Facebook na terra brasilis mostra que a maior parcela dos usuários da rede estão entre 25 e 34 anos e que as mulheres, em média, gastam mais tempo no site. Dados do último relatório da comScore também revelam que os usuários do Sudeste possuem os mais altos níveis de envolvimento com o site. Ainda persiste o Orkut no Norte e Nordeste do país, em parte porque, segundo o Google, o perfil do usuário do Orkut é um retrato fiel do Brasil. “Possui todas as classes sociais, de todos os lugares”. Será mesmo?  Um fator que contribui para o crescimento do Facebook é o peso de sua marca. É bem mais provável que um usuário que acessa a Internet pela primeira vez faça um perfil no Facebook do que no Orkut, graças à hollywood. Claro que a personalidade e as polêmicas envolvendo Zuckerberg ajudaram. Lembra muito a Apple, com o culto à Jobs.

Por ser uma rede social elitista em seu começo, o Facebook demorou a engrenar aqui na tupiniquimlândia. O Facebook tinha melhorado quase tudo naquilo que o Orkut falhava. Segurança, compartilhamento, privacidade… O Google é uma empresa que depende de uma equipe de engenheiros que operam sob a crença de que os algoritmos podem resolver tudo, mas a empresa está apreensiva para criar ou participar em qualquer coisa que coloque o poder nas mãos de outra pessoa. Os programadores do Facebook vêem a Web como uma entidade baseada em pessoas. Talvez isso tenha feito um diferencial enorme no desenrolar das duas redes sociais e seus caminhos diferentes. O fêice tomou mais de meio bilhão de horas de uso de sites como o Google. Ele não depende de pesquisa para gerar seu conteúdo, mas da sua base de usuários; a atividade do Facebook, como informações sobre o usuário, ações, gostos e assim por diante, não pode ser indexada ou arquivada.

Outro fator para que a rede de Mark seja bastante popular é a explosão de sucesso dos smartphones. Sim, os aplicativos para esses dispositivos, sejam Android, Windows Mobile ou iOS fizeram com que as pessoas levassem seus amigos literalmente no bolso. Para todo lugar. Para se ter uma ideia, o Orkut lançou recentemente os seu app para telefones. Atrasado? Fato é que os mobinautas – como se chamam os que acessam a internet pelo telefone – impulsionaram bastante a utilização da Facebook, em detrimento a outras redes qua ainda não tinham o seu próprio app – a título de curiosidade: a primeira rede social, como conhecemos, foi o Friendster.

As social network estão evoluindo rapidamente, e os serviços do futuro poderão ter pouca semelhança com os que estamos familiarizados atualmente. Quem lembra do ICQ? mIRC? MSN em breve estará virando passado, já que tem muita gente usando o facebook chat e o gTalk.

Próxima parada, Twitter. Mas só no próximo post.

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